quinta-feira, 21 de março de 2013

 


Outono. pra que te quero?

É estranho sentir falta, mesmo sabendo que se tem? Chegar onde se queria, e sentir que o que realmente se quer é a busca, o caminho, os meios, os começos, e não os fins. Sem saída. O retorno já não teria os mesmos ares. O que se tem depois do fim? Um novo começo. Vai haver o medo, e todo um misto de sentimentos, e novamente a vontade do fim. E assim tudo passa e acabamos esquecendo que o bom da vida, é a vida que se leva. O presente. O hoje. O minuto que se perde, é o mesmo que se ganha. Não peça tempo, não perca tempo, deixe de lado os adiamentos. A linha tênue entre o início e o fim, somos nós quem traçamos.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012


Por baixo de toda doçura carnal, existe a permanência de um perigo.

 Marcel Proust

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quarta-feira, 4 de julho de 2012



Ela pensava, chorava e desfazia seus planos. Então fazia coisas para se defender do que poderia sentir, do que ele poderia (não)/(deixar de) sentir. Ela se desmanchava então em seus braços. Não queria mais tentativas. Queria um pulo certo. Sentir que podia confiar em suas palavras. Ela não queria lhe punir pelo caminho percorrido. Ela queria ser começo. Sorriso largo, dedos entrelaçados, amor nos olhos, coração leve. Ela só queria que fosse sem fim.


terça-feira, 27 de dezembro de 2011

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Só uma coisa a favor de mim eu posso dizer: nunca feri de propósito. E também me dói quando percebo que feri.

Clarice Lispector

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

segunda-feira, 19 de setembro de 2011


Tenho momentos singulares não por escolha. Me fecho em um casulo de pensamentos particulares e nada me faz sair de lá. Se eu pudesse não os deixaria ocultos e me fazendo padecer naquele silêncio que será uma incógnita sem fim. Meus momentos silenciosos, muitas vezes não queria tê-los. Mas não me leve a mal, eu também estou perdida entre eles. Se eu pudesse decifrá-los e transformá-los em palavras concisas eu iria lançá-las ao seu ouvido, e eu sei que da sua boca sairia o que eu realmente precisaria ouvir naquele momento. Não me deixe só nas minhas infinitas interrogações, venha e me dê o que eu preciso. Você sempre sabe o que eu preciso ouvir. Só não me deixe só. Eu preciso da sua suplica por minhas palavras. Não me deixe só. Eu preciso sentir você sempre perto, eu preciso sentir o teu calor, para assim eu me sentir completa, e recostada em teu peito em silencio, encontrar as certezas que por instantes haviam se perdido.

And it's you when I look in the mirrorAnd it's you when I don't pick up the phoneSometimes you can't make it on your own...
U2





sábado, 15 de janeiro de 2011

É o tempo o segredo, amor



Ele entrou de forma totalmente ocasional em minha vida. Odiava as trocas de professores no decorrer do ano letivo, sempre me sentia prejudicada, mas dessa vez, revi meus conceitos, certas mudanças as vezes são necessárias.
Num primeiro momento eu gosteir do olhar.(te confesso amor, seus olhos sempre me intrigavam). Como atestado de adolescente bobinha que todas nós já fomos um dia, eu admirava o homem tão bem “afeiçoado” que estava ali na minha frente passando seus conhecimentos de informática e me tiando muitas vezes a atenção e me fazendo corar as bochechas quando me olhava fixamente sem perder o foco no que estava falando. A partir daí as minhas manhãs de terças e de quintas-feiras não foram mais as mesmas.
Eu chegava sempre mais cedo por conta do meu ônibus e ficava lá no sofá da recepção fingindo um grande interesse em assistir o pica-pau ou qualquer outra coisa que estivesse passando na TV, sendo que o meu verdadeiro interesse era que ele aparecesse na porta ou fosse até o bebedouro pra eu lhe dar aquele meu “oi” tímido e ele me perguntar se estava tudo bem.
Eu tinha medo do que eu podia sentir. Eu tinha passado por uma fase difícil e lá mesmo, naquela sala eu a minha companheira de curso e de confidencias Andressa, falávamos de nossos amores e desamores, mas ele, sempre me distraia.
Eu ficava encabulada quando sentava numa cadeira próxima e puxava papo comigo, tinha o dom de me fazer suar as mãos, mais ainda quando tive uma aula exclusiva com ele, ninguém mais havia aparecido naquele dia, eu, a única naquela sala, ele do meu lado, me falando passo-a-passo o que fazer, eu tremia.
Mesmo sem nunca tê-lo visto pessoalmente, minha mãe, minha melhor amiga, minha tia, meu irmão, minha cunhada, minha professora de filosofia, todos estavam cansados de ouvir falar em Rivaldo, o meu professor de informática.
Adorava lhe encontrar por acaso na rua, nem que fosse só pra cumprimentar de longe. Mas adorava mais ainda quando parávamos e conversávamos sobre qualquer assunto, como no dia do nosso papo sobre comida, onde um falou para o outro sobre seus dotes culinários, incluindo os diferentes tipos de pratos feitos com miojo.
Eu não alimentava nenhuma esperança de um dia vir a ter algo além de uma bonita amizade, não achava que aquele homem cheio de certezas fosse interessar por uma menina.
Acabado o curso, continuamos nos falando algumas vezes por MSN, mandando recadinhos formais, escrevendo em nossos blogs, até que eu decidi aprender a dançar, e no meu primeiro dia, encontro ninguém mais ninguém menos que Rivaldo-san lá, novamente como meu professor, o acaso sempre foi nosso amigo.
No decorrer do curso dançamos uma ou duas vezes, e logo ele saiu do grupo, porém nos dias de aula ele sempre dava o ar da graça, com aquele sorriso lindo vinha me cumprimentar.
Não sabia como e nem se devia lhe fazer o convite pra ser meu padrinho de formatura, até que conversando um dia entramos nesse assunto e ele me perguntou se eu já tinha padrinho, era a brecha que eu precisava para lhe fazer o convite, e ele aceitou. Abri um sorriso de orelha a orelha, não via a hora de chegar logo o baile. Foi tudo muito bom, a sua presença tornava tudo melhor.
O dia do SONHO foi uma comédia, queria ter uma câmera pra fotografar sua cara tentando achar uma saída pra se livrar da enrascada que o Babão o colocou comentando do sonho que ele havia tido, e eu não desconfiei de nada, fui saber que era comigo que ele havia sonhado tempos depois.
Entre encontros e desencontros, me vi em seu abraço. Sem ter certeza de nada, sem desconfiar de nada, sem saber se seria possível ou não eu te procurava, nos lugares onde eu ia eu tentava achar seu rosto, simplesmente pra te admirar a distância, e naquele dia ele apareceu, no meio daquela multidão surgiu e me deu um abraço, e eu fiquei sem ação, foi tão bom que eu não queria que ele me soltasse mais, eu senti as tais borboletas no estômago agitadíssimas, senti meu coração querendo saltar pela boca, senti as minhas pernas tremendo, até que ele me soltou e eu consegui voltar ao normal. Passamos algumas horas ali nos divertindo com nossos amigos, dançando, conversando, até que a música parou e ficamos ali sentados. Eu senti frio. Ele me abraçou. Eu tremi não só de frio. Ele beijou minha testa. A chuva desabou. E continuamos abraçados. Ele beijou meu rosto. Ele passou a mão nos meus cabelos. E então, depois de o tempo ter passado na medida exata, o sonho se tornou real.

E partir do dia em que finalmente tivemos a nossa chance, a partir daquele dia eu passei a te sentir dentro de mim. E isso se torna cada vez mais profundo. A convivência faz com que eu me apaixone por você cada dia mais. E não me importa se somos o casal mais azarado em questões diversas, a gente sempre ri de tudo mesmo, porque tem algo que caminha junto a nós amor, a felicidade. Você me prometeu algo, cumpriu e vem cumprindo com maestria. Você prometeu me fazer feliz! E assim você me fez durante esse ano maravilhoso em que passamos juntos. 



TE AMO MEU MORIZÃO, MUITO!!!


domingo, 28 de novembro de 2010

Sobre Ser...

As vezes parece que a minha sede de vida desapareceu, mas eu sinto que isso sempre ocorre em tempos de mudanças, eu me resguardo um pouco para não sofrer de uma auto-decepção, tenho receio de grandes transformações. Estou vivenciando um momento de decisões, de definir o que eu realmente quero, se certo ou errado, ainda não sei, só não posso deixar que a vida passe e me leve, deixar-me “ao Deus dará”. Sei dos meus limites, como um ser material, minha possibilidade de mobilidade e de aperfeiçoamento vão até certo ponto, mas como um ser racional, tenho noção do grande potencial de transcender tais limites e criar novas realidades, bem como estar sempre me recriando, eu posso impor a mim mesma minha finitude dentro de minhas possibilidades, e vou acreditar nisso até o fim. Estamos todos condicionados a certos meios de existência, mas nossos desejos e necessidades podem sim dominar muitas das coisas que nos são impostas, e isso que irá nos impulsionar em direção a nossa plenitude.Somos livres e responsáveis pela racionalização de nossos pensamentos, cabe a nós, somente a nós, a decisão de ir além, de nos permitir querer SER e assim traçar caminhos para alcançar. Não quero apenas chegar lá, eu me importo e muito com o caminho.

AQUELA

E depois de um bom tempo afastada desse espaço, por motivos justificáveis ou não, retorno pra falar de uma das coisas mais preciosas da minha vida, e que poucas vezes dediquei um tempo para racionalizar(ou raciocinar?) e poder escrever e dessa forma mostrar a sua grande importância.
Eu sempre tive uma certa carência afetiva, recordo dos meus primeiros dias no jardim, em menos de uma semana, eu já tinha uma melhor amiga, aquela que eu pensava que iria ser pra sempre, criei um vinculo emocional tão grande, que nos meus planos fantasiosos sempre tinham espaço pra nós duas. Até que um dia o meu mundo caiu, eu cheguei mais tarde na escolinha e a minha melhor amiga havia sentado ao lado das meninas ditas mais chatinhas por nós duas, e não deixado um lugarzinho ao seu lado pra mim. Aí eu chorei, chorei tanto tanto, minha mãe e a ‘tia Joelma’ ficaram desesperadas, acabei sentando no outro lado, e a partir daquele dia, meus melhores amiguinhos eram os meninos da minha salinha.

Até que eu me mudei, conheci novos amigos, e novamente me decepcionei.

E então, há aproximados 8 anos, eu conheci AQUELA que afastou todos os meus fantasminhas, era ela e eu, e mais ninguém. Eu lembro que no primeiro dia de aula ela não foi. Eu passei a manhã sozinha. E nada naquele lugar estranho me interessava. Somente no segundo dia eu pude começar a desfrutar daquilo que muitos almejam, e que em muitos casos erroneamente pensam ter alcançado com relação a alguém: a VERDADEIRA AMIZADE.

Naquele mesmo dia, eu já senti que não era algo normal.

No início nós éramos totalmente diferentes. Era RAZÃOxCORAÇÃO. O primeiro livro que eu comprei eram de poemas de uma escritora da região, Alcina de Oliveira Figueredo; ela era apaixonada pelos de Matemática. Eu encantada com os poemas, e todas aquelas rimas, mostrei pra ela, e ela achou tão ridículo quanto o meu material escolar cor de rosa. Ela, sempre cheia das opiniões, chorava de raiva quando algo ou alguém agiam de forma contrária as suas vontades, mas nunca silenciava. Eu a maioria das vezes me calava, guardava o choro no bolso e colocava pra fora apenas quando chegasse em casa.

Apesar das diferenças de personalidade, nós éramos a dupla mais unida de todo o colégio, e nos orgulhávamos disso. Quando alguém nos via distantes, já corria pra perguntar o que tinha acontecido. Hoje eu vejo que era até um tanto doentio. Muitos tentavam se aproximar de nós duas, mas o vínculo afetivo nunca passava de um simples coleguismo. Era eu e ela. Os outros eram os outros e só.

Crescemos um pouquinho e começamos aquela fase das borboletas no estômago. Eu fui a primeira a me encantar por um menino, mas como eu era extremamente tímida, foi ela quem se aproximou primeiro dele tornado-se amiga, para depois eu entrar em cena. Foi nessa fase também que começamos a sentir um tanto de ciúmes uma da outra, porque o centro das atenções não estava mais voltado apenas a nós duas, haviam os temidos intrusos.

Discussões? Sim, muitas. Mas depois da raiva, bastava uma olhar pra outra de relance, que tudo voltava ao normal. Olhares, somos incrivelmente capazes de nos comunicar só com troca de olhares, a convivência fez com que pensássemos tão parecido, que até as nossas caras e gestos diante de algumas situações eram iguais .

Tivemos espasmos de risos descontrolados quando não nos era cabível. E também crise de choro descontrolado, nunca simultaneamente, uma sempre estava disponível pra ouvir e fazer a outra ver que não valia a pena desperdiçar lágrimas por coisas pequenas, mesmo que não fossem tão pequenas assim, a gente sempre se convencia disso, e uma brotava um sorriso no rosto da outra novamente.

Com ela eu aprendi a gostar da merenda da escola. A não ser tão flexível a ponto de me moldar as formas de outrem, que não ela. A controlar minha timidez. A dar gargalhadas sem se importar se alguém está achando ridículo. A gostar de matemática. A xingar a orientadora. A não ser tão agradável para com ou outros. Só nunca me convenceu de que leite condensado com mel é bom(eca).

Compartilhamos grandes momentos de nossa vida, sonhamos muito alto, fomos os pilares uma da outra; o diário ambulante; a mão amiga; o abraço que aquece; trocamos conselhos, nem sempre seguimos, digo, segui, e então quebrava a cara e talvez continue quebrando(ou não). Tantas, tantas coisas passamos juntas, e o tempo passou, e nós mudamos, e pessoas entraram e saíram de nossas vidas, mas a nossa amizade continua a mesma, com a mesma pureza do início.

A pouco tempo eu a vi chorar por amor. É Juzinha, não somos mais as mesmas. Quem um dia iria dizer que aquele gênio difícil, aquela moçoila durona de tolerância zero, que só pensava em ser grande sem se importar se iria acompanhada ou não, ou melhor, se importava sim, queria crescer sozinha, fosse se apaixonar? Eu não diria. Assim como não diria que se encantasse com as artes, que escrevesse um poema de amor e não de crítica a esse mundo injusto e cruel como era a sua visão... mas você sempre me surpreende.

Dói. Dói muito não ter mais a tua presença diária na minha vida. Dói saber que a nossa disponibilidade será cada vez menor. Dói não ter para quem se abrir ‘naquelas’ horas, não receber aquela palavra de consolo ou aquele silêncio confortador ou até mesmo as palavras ásperas que só de você eu aceitava pra cair na real. Dói muito, mas eu sei que mesmo longe nós continuamos em sintonia e assim sempre será, ETERNO, porque acreditamos que nós duas somos a exceção à regra de que o pra sempre não existe. Porque o meu amor por ti é incondicional e eu tenho absoluta certeza que isso é recíproco.

Te Amo Minha Amiga!

domingo, 25 de julho de 2010

Se faltar calor, a gente esquenta
Se ficar pequeno, a gente aumenta
E se não for possível, a gente tenta
Vamos velejar no mar de lama
Se faltar o vento, a gente inventa...




Engenheiros do Hawaii

domingo, 11 de julho de 2010


O amor é um exercício de escolha livre. Duas pessoas sentem amor uma pela outra apenas quando são capazes de viver uma sem a outra mas escolhem viver uma com a outra."
[M. Scott Peck]