sábado, 14 de fevereiro de 2009

O que ficou



Era tão bom ouvir o sotaque preferido do outro lado da linha...
As coisas sem graças que se tornavam bizarras...
O desafino, que soava aos meu ouvidos como um elo entre nossas palavras não ditas...
O silêncio que fluía instintivamente, quando a consciência nos deixava de lado...
As lágrimas que saíam dos olhos para lavar e levar da alma, o gosto amargo, do solitário verbo querer...
As interrogações, tranformaram-se, talvez em pontos sem fim...talvez em pontos finais.
E ele ia...muito além do que eu podia ver...

E ele foi...sem nada dizer...

E eu: reticências.

Um comentário:

Bruno (de mim para mim) disse...

Gostei muito de seu blog.
Muito poético esse post.
Obrigado pela visita!